Depois, quando se comenta que em muitas faculdades particulares para passar só é necessário pagar, ainda dizem que é exagero.
Pois bem, essa semana houve uma denúncia, feita por alunos, ao portal G1-Pernambuco, que a Faculdade Mauricio de Nassau, estaria vendendo horas extras de atividades complementares, que deveriam ser conquistadas através da participação em palestras, seminários e outros. Atividades complementares são pré-requisitos necessários para conclusão da graduação de qualquer aluno.
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| Cartaz da Faculdade Maurício de Nassau que estimula o aluno a comprar mudas de platans para trocar por horas de atividades complementares. (Foto: Luna Markman/G1) |
A campanha divulgada dentro da Instituição funciona da seguinte maneira: o aluno comparece a tesouraria e compra muda de plantas, cestas básicas ou material escolar para que sejam doados pela faculdade, a partir daí, cada compra se transforma em horas creditadas no currículo do aluno. Segundo a Faculdade Mauricio de Nassau, o formato acima é aprovado pelo MEC. Tanto o MEC quanto o PROCON-PE recuam e alegam não ter recebido nenhuma denúncia formal sobre o assunto. A pergunta é: adiantaria? Bem, é preciso prestar queixa para saber. O diretor do Procon, José Rangel, disse que “se houver acusação, nós iremos convocar o MEC e o Ministério Público de Pernambuco para debater o assunto”.
interessante é ver como, uma campanha dessas, contribui para a imagem de boazinha da faculdade Maurício de Nassau, pois, aparentemente ajuda os alunos que estão desesperados precisando de horas extras para concluir a graduação e ainda por cima ajuda os menos favorecidos realizando doações com esse material. Parece que não se observa que isso é uma atividade ilegal onde, na realidade, ninguém é beneficiado, só a faculdade. O aluno que aderir a essa pratica, vai percebe que no futuro, quando estiverem avaliando o seu currículo, iram ver que ele não adquiriu experiência nenhuma e isso não é bom. A sociedade que recebe um produto adquirido de forma ilícita também sai perdendo, acaba se tornando receptor de mercadoria ilegal. Essa doação que a faculdade faz é a mesma que os chefões do tráfico fazem quando querem agradar a comunidade. Doações devem ser feitas de boa vontade e não para conquistar um beneficio próprio.

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